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sábado, julho 16, 2011

Poeminha Amoroso

"Este é um poema de amor


tão meigo, tão terno, tão teu...

É uma oferenda aos teus momentos

de luta e de brisa e de céu...

E eu quero te servir a poesia

numa concha azul do mar

ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,

não importa.

Já está declarado e estampado

nas linhas e entrelinhas

deste pequeno poema,

o verso;

o tão famoso e inesperado verso que

te deixará pasmo, surpreso, perplexo...

eu te amo, perdoa-me, eu te amo...""


Cora Coralina


terça-feira, julho 12, 2011

Aniversários e infernos astrais


O que é, afinal, o aniversário???
Além do dia do nosso nascimento, é também o marco inicial de um novo ciclo solar na nossa vida.
Como assim?? É isso aí, o sol passa pelo mesmo ponto do zodíaco onde estava no dia do nosso nascimento. Coisa boa um novo ciclo, deixar pra trás erros, malfeitos, a chance de recomeçar. Mas fala sério, não seria muito melhor se os dias que antecedem esta "renovação" não coincidissem com os últimos do ciclo anterior e se justamente neste período os astros todos não se juntassem para instalar o caos na nossa vida????
Acho que aniversário não devia ter inferno astral, viu?
Tudo bem que, segundo especialistas, este é o período de trinta dias em que "se esgotam as possibilidades de expressão existentes e manifestam-se os resíduos responsáveis por sua dissolução." Ou seja: caracteriza-se pela desordem e pela inversão dos valores admitidos no seu início. Por isto a sensação de angústia, de tristeza, de desordem e insegurança - somados à incerteza do futuro. Então é necessário passar por este período pra recomeçar, tudo bem.
Mas fala sério, o meu inferno astral tinha que ser de quarenta dias???

domingo, julho 03, 2011

O porre da noite de núpcias

Almoçando no Alemão, Tati, eu e Maya falávamos sobre porres, homéricos ou não, que ficaram na memória. Contei aqui do meu primeiro porre, que me deu ressaca apenas dois dias depois. E ali citei o porre da noite de núpcias - sim, eu tive uma noite de núpcias inesquecível.


Casei-me num sábado de junho, pela manhã, na casa de meus pais, com direito a churrasco (regado a muita cerveja e caipirinha) que se estendeu por todo o dia. Convidados apenas a família e amigos queridos. A festa rolava solta, ao som da alegria dos convivas (chique esta palavra, fala sério!). Muitos parentes queridos tinham vindo de longe para o evento "casamento da Lucinha".




(Parentêsis para explicações: Lucinha sou eu: neta mais velha de ambos os lados, mimada por ambos os lados, a mais "sem noção" mas também a mais presente, sempre, apesar da distância geográfica; a que escrevia pros tios todos, a que telefonava sempre (eram tempos pré internet, século passado, lembram?); a que passava todas as férias em Goiás se revezando entre a casa dos tios, jogando truco, cozinhando, fazendo doces, cuidando (?) dos primos mais novos. Bons tempos aqueles!). Feliz da vida com a família quase toda ali, muitos dos amigos mais próximos também, esta noivinha circulava conversando, rindo, matando saudade, contando e ouvindo novidades - e assim me esqueci de comer, apenas beliscava uma ou outra coisa. Na bagunça da festa, ninguém me lembrou disto também -mas de brindar com a noiva todo mundo lembrou e fez questão. De brinde em brinde, é claro que fiquei bêbada.
Naquela época havia a "Lei Seca": os postos de combustível fechavam às oito da noite, sempre, a não ser exceções nas rodovias. Saímos da casa de meus pais pra casa do Paulo depois das seis, tomei banho enquanto o Paulo lavava o carro (que tinha sido pintado com tinta guache, a sogra proibiu pintarem com batom porque a tinta guache sairia mais fácil... sei não, viu?), tomei banho e me arrumei.


Sim, iríamos ainda comemorar com os casais mais próximos no saudoso bar cujo nome me foge agora, e que ficava na esquina em frente à Jauense. Lá tomei umas duas ou três "porradinhas", mistura deliciosa de guaraná e cachaça, que descia fácil e gostoso, mas subia mais fácil ainda pra cabeça. Só percebemos que 'talvez' eu não estivesse muito bem quando fui ao toalete fazer xixi e não tinha voltado depois de vinte minutos... Rose foi atrás de mim, e voltei direto pro carro pra que pudéssemos finalmente ir pro Motel que escolhemos para passar a noite de núpcias - e que, por questões logísticas, era o mais próximo da Vila A, perto da Usina.


Foto apenas ilustrativa, o motel não se assemelhava a este...
Chegando lá não tivemos nem o tempo de começar as preliminares: meu estômago, meu fígado, todas as minhas vísceras se revoltaram e deram sinal de vida: passei a noite toda no banheiro chamando o 'Hugo'. De estômago vazio, não tinha muito o que colocar pra fora, mas o mal estar persistia e eu fazia forças - e isto fez meu rosto ficar todo pintadinho de pequenos pontos pretos, que depois descobri, era o efeito da força sobre a vascularização do rosto.
Ali pelas cinco da manhã, o dia clareando, o noivo nitidamente insatisfeito (?), chamou para irmos embora, e assim fizemos. Andamos poucas centenas de metros e perto da Igreja São José Operário, o carro parou. O defeito? Pane seca. É, o Paulo tinha esquecido de abastecer no dia anterior.


Táxi ali por perto? Nem em sonhos. Carona? Idem. Em tempos pré celular, a solução foi caminhar até a casa dele - e olha que era uma boa pernada, viu?


Chegamos depois das sete, a sogra na cozinha preparando o café estranhou chegarmos em silêncio - e se assustou ao olhar meu rosto todo pintado. Como explicar? Não, não tinha explicação.
Não foi uma noite de núpcias inesquecível? Principalmente pro noivo?




=)

quarta-feira, junho 29, 2011

Cotidiano

O dia abafado tinha começado errado – o filho de seis meses havia acordado febril e choroso, demandando mais cuidado e atenção que de costume; a vizinha que adorava conversar apareceu pra um chimarrão fora de hora; o gás acabou quando o almoço ainda estava pela metade. Este, terminado às pressas, às pressas foi servido para as filhas, que já estavam com o tempo estourado para a escola. A menor, de cinco anos, olha pra mãe e diz: “mãezinha, tenho que terminar a tarefa que a tia mandou.” “Como assim, terminar a tarefa, filha??? Você não fez tudo pela manhã???” “Faltou grampear.” A mãe corre até a prateleira onde fica o material de apoio da escola - a sensação de urgência e os cabelos que caíam pela nuca aumentavam o calor e a irritação. Na mesa da sala, as duas filhas pequenas encostadas, apoiadas nas mãos, esperavam. Ela chega, pega o trabalho e o grampeador não funciona. Um pouco mais irritada volta até a caixa, pega grampos e abastece o grampeador – que novamente não funciona.

“Mana”, diz a mais velha se afastando, “vamos pra lá que a mãe tá irritada.” Incontinenti, senta no degrau da escada que leva ao pavimento superior e fica quieta, já conhece a mãe, sabe quando está prestes a perder a paciência. A irmã, ao contrário, continua onde estava, observando a mãe que luta em vão pra consertar o grampeador antigo, propriedade querida do pai desde os seus tempos de infância.

“Mãe, você tá irritada?”

A mãe, sem pensar, levanta a mão com o grampeador e arremessa, com força. Não na filha, mas numa trajetória perigosamente perto, rumo à parede onde ele se despedaça em mil pedacinhos. A filha, estrategicamente sai e, sentada ao lado da mais velha, diz: “É, mana, a mãe tá irritada.” Ri. Não sabe se de susto por ter feito aquilo sem pensar, correndo o risco de acertar a pequena; se de susto ao perceber que, no ímpeto da irritação havia destruído o grampeador de estimação do marido; se pelo simples fato de ter quebrado algo deliberadamente, coisa que nunca havia feito e nunca mais se repetiu; se pela tranquilidade da filha constatando sua irritação gratuita. Não sabe bem porque, mas a irritação acabou. Desapareceu, por encanto.

Pega o trabalho, as filhas, as mochilas das filhas, as lancheiras das filhas, o filho acomodado no bebê conforto, coloca tudo no carro e parte rumo à escola. Um dia comum na sua vida.

sábado, junho 25, 2011

Pra toda vida


Maya dorme no quarto dela, a portas fechadas.
Paula dorme no meu quarto, com a porta aberta.
Matheus dorme no colchão da sala.

E o silêncio de seu sono é a canção mais linda no meu coração.

domingo, junho 19, 2011

Choque de gerações



Ela está sentada no bar, tomando um chope enquanto aguarda a amiga que não chega. Pelo espelho vê o gato olhando fixamente pra ela, do outro lado. Disfarça, arruma o cabelo e olha de volta, pensando que ele é mais novo, bem mais novo. Mas é lindo, maior de dezoito, faz sombra no chão. Pede outro chope, se vira e vê que ele continua olhando, fixamente. Retribui o olhar e sente um calorzinho pelo corpo, subindo até a cabeça: é o ego, aquecido pela situação, afinal ela não está tão mal assim, aos quarenta e poucos, e aquele gatinho lindo dando o maior mole. Esboça um sorriso, meio tímido, meio provocante. Na porta, a amiga chegando, ela acena. O gato levanta-se e vem até ela, sorriso aberto. Nossa, ele é um verdadeiro deus grego, nossa!!! Sorri de volta, e quando ele chega bem pertinho fica sem saber direito o que fazer. Ele resolve o problema, estendendo a mão e perguntando:
"Tia, você não é a mãe da Fulana?"
Choque. Total e absoluto. Tia???
"Sim, sou. Você?"
"Eu sou o fulaninho, brincava com ela na sua casa quando era pequenininho..."
"Bem que eu pensava estar te reconhecendo..."
Saída honrosa pra um ego dilacerado.
=)

quinta-feira, junho 02, 2011

Descobertas

É claro que eu te amo.
É claro que gosto do aconchego do teu abraço.
É claro que gosto do amor que a gente faz.
Gosto do teu cheiro, gosto do teu beijo, gosto de estar contigo.
É claro que gosto de ti.


Mas gosto tanto da vida (leve) quando estás distante...

domingo, maio 29, 2011

Tarde cultural em Porto Alegre

"Você, que ama Quintana, tem que conhecer a Casa de Cultura!"
E fomos eu, Cloé e Rosa, à Rua da Praia (que não tem praia), rumo ao hotel onde morava o poeta e que hoje abriga a casa de cultura com seu nome.Indescritível a sensação de olhar o Quarto do Poeta. Outra coisa bem boa foi o Acervo Elis Regina. Terminar o passeio com um moccacino e uma torta de chocolate, aff! Delícia pura.




No caminho até lá, gratas surpresas: a descoberta do projeto em que poetas anônimos emprestam suas palavras para iluminar momentos do dia dos usuários do transporte coletivo em Porto Alegre. Um mímico, destes que ficam nos centros das grandes cidades encantando uma menininha numa esquina da Rua da Praia. O Centro Cultural Érico Veríssimo, com uma exposição muito interessante de espaços antigos.


"Cloé, quero muito voltar ao Mercado Municipal. Uma vez comi ali uma salada de frutas deliciosa!"

No caminho, parada no Museu de Artes do Rio Grande do Sul, onde pude apreciar de pertinho um Portinari e um Di Cavalcanti originais, além de outras obras fantásticas. Logo à frente, O Memorial do Rio Grande do Sul - onde fomos muito bem atendidas, e ao ladinho, o Santander Cultural, onde curtimos uma apresentação deliciosa do repertório do Pixinguinha.
Voltar pra casa depois disso tudo foi leve, leve.

sábado, maio 28, 2011

Metáforas


"Lu, cheguei à seguinte conclusão: ter filho é como aprender a ler, não tem retorno. Você bate o olho num outdoor, numa faixa, numa propaganda, não tem jeito: automaticamente decodifica o que está escrito, e pronto."

* * * * *
* * * * *
Cloé é sempre uma lição a aprender.

quarta-feira, maio 25, 2011

Tal & Qual



"Eu sou meio mutante mesmo, mas antes eu me sentia um pouco perdida. Aquilo que eu estava fazendo não combinava com o tipo de música que eu estava querendo cantar. Aquele negócio de você ver o capim crescer na sua casa sem tomar providência nenhuma. Um dia você se dá conta e o capim já virou mato e aí você sente que está emaranhada nele. Então tem que cortar o mato. É difícil mas é bom porque você se deu conta, entende?"


"Aprendi que a vida é feita de dois lados. Você precisa conhecer o lado torto para conhecer o lado bonito. Então, nesse sentido, todas as experiências pelas quais nós passamos são absolutamente válidas."

Elis Regina

segunda-feira, maio 23, 2011

"O que você escreve?"

"Ah, hoje já não escrevo quase nada. Mas gostava muito de crônicas, contos, poemas."
"E porque você escreve?"
"Não sei"
"Como assim, não sabe? Quem faz algo tem que saber porque... ainda mais algo assim, tão... sei lá."
"Não, eu não sei. É algo maior do que eu. Por vezes passo dias, semanas, até meses sem escrever. Nem mesmo uma linha. De repente as palavras irrompem em forma de verso, de prosa, de reticências até. Vem aos borbotões, sem controle sequer de qualidade. Escrevo porque preciso, eis aí sua resposta. Escrevo porque preciso."
.
Houve um tempo em que acreditava escrever por ter muito o que dizer, e que todas as idéias que me afluiam eram originais, como originais acreditava as palavras que tinha pra falar. Hoje, depois de ler e reler tanto (e tão pouco ainda), por vezes penso que tudo já foi dito. Amiúde reconheço em outras palavras meus sentimentos, meus anseios, meus medos. Com muito menor frequência reconheço em insights geniais de outrem uma fagulha de meus pensamentos.
Ainda sentindo que tudo o que havia por dizer já foi dito, permaneço. Persisto, insisto e resisto a me calar - porque o eu mais escondido é mais forte que este que apresento às pessoas. E não tem vergonha, não tem medo, não tem medidas.

terça-feira, maio 10, 2011

Você já pensou em ficar um ano sem comprar nada?


Tudo bem, muito radical.
E sem comprar roupas, sapatos, acessórios?
Tá, tá certo. Ainda é radical.
Um ano sem comprar apenas roupas?
Muito, também? Oquei.
Quem sabe um dia? Um diazinho apenas sem comprar NADA, absolutamente nada?

*_*
Pois é, existe um movimento iniciado nos Estados Unidos há pouco mais de dez anos, que já chegou à Europa, e prega um dia sem compras –  para combater os efeitos da publicidade ao consumo, exarcebado e desnecessário. A princípio foi como uma voz solitária se erguendo em favor do planeta (sim, o consumo exagerado afeta o planeta, a sustentabilidade e o nosso futuro), à qual foram se juntando outras.
Aqui no Brasil, procurando no Google, encontramos alguns exemplos:
a Joanna, a Nadja, a Marina e a Evelyn se propuseram a passar um ano sem consumir algumas coisas. Seja em prol da sustentabilidade do planeta ou do próprio bolso, são iniciativas interessantes a favor da redução do consumo desenfreado – e um exercício importante sobre autocontrole. Torcemos para que elas consigam seus propósitos!

*_*

Esta blogueira que vos escreve juntou-se ao coro acima, registrando a intenção de um "ano sabático" no consumismo. É isso aí, tenho um novo diário, onde pretendo registrar dia a dia meu progresso e metas atingidas. Sei que virão crises de abstinência (tá, eu assumo, sou consumista sim, e daí??? Tô tentando melhorar, não tô???), sei que virão momentos em que abrirei meu guardarroupa e ficarei lá, com cara de besta, olhando e pensando que não tenho roupa para a ocasião. Sei que terei crises desesperadoras quando estiver há uns três meses sem comprar sapatos e revistas. Deus do céu, não pensei direito quando impulsivamente tomei esta atitude, mas agora... ah, agora sou obrigada a manter minha palavra, honrar minhas intenções. Sim, eu posso. Sei que consigo.
Um ano sem compras supérfluas, sem roupas, sem sapatos, sem acessórios, sem revistas, sem coisinhas de casa. Talvez eu me torne uma pessoa melhor com isto, talvez não sobreviva à experiência.

*_*

Vocês estão convidados a acompanhar, torcer, opinar. Todo apoio nesta empreitada é muito mais que bem vindo!

sábado, maio 07, 2011

Mãe

- " A nossa mãe é linda!"
- "A minha é mais!"
- "A nossa mãe é independente, trabalha fora."
- "A minha também!"
- "A nossa mãe fez faculdade!"
- "..."



Ok. A memória me trai, e o diálogo pode não ter ocorrido ipsis literis como transcrevi. As duas irmãs brincavam com amiguinhas, e através da janela eu ouvia a conversa. Claro, achando o máximo que não pararam de buscar, dentre as coisas que enxergavam em mim, aquela em que ninguém me sobrepujasse aos seus olhos.
Dentre tantas lembranças, a que escolhi pra escrever foi esta porque ilustra tão bem como era fácil ser "supermãe" - aos olhos dos pequenos, podemos ser lindas, inteligentes, sensíveis, infalíveis, quase perfeitas. Na adolescência você se torna um troféu: ter mais (e melhores) argumentos, ganhar no truco, no imagem e ação, transformam-se em pequenas vitórias - o que não deixa de ser uma coisa boa, afinal só se quer superar o que é digno de superação...  mas aí, ah... aí eles entram na faculdade. E o que sempre foi um orgulho, filhos pensantes, críticos e inteligentes faz com que eles finalmente percebam que você, como qualquer outra pessoa, é falível. É imperfeita. E a gente deixa de ser a supermãe ali de cima pra se tornar a supermãe aí de baixo.

 

E enquanto eu escrevia, pensei que afinal, este é o caminho natural. Lembrei de mim e de minha mãe, e... enfim. Tocou o telefone, Maya chegou, impossível dar continuidade. Mas acho que consegui expressar o que sentia...

quarta-feira, abril 27, 2011

Enfrentando os medos!

Escrevo, desde sempre.
Escrevo se estou triste, escrevo se estou feliz, escrevo por saudade, por raiva, por indignação.
Desejo escrever desde sempre. Escrever além do meu alcance, além do meu universo particular, deixar minhas palavras voarem sem limites, sem medo.
Mas foi ele um dos algozes deste desejo que me acompanha há tanto tempo, o medo. O medo do ridículo, o medo das críticas, o medo de... nem sei direito.
E agora surge a oportunidade de deixar minhas palavras voarem, livres. Visitarem outros mundos, rompendo meus limites. Além das páginas do jornal Correio do Cidadão (estou colunista, xique no úrtimo, benhêêê!!!), um de meus poemas passeia por outro blog e ganha o mundo, além dos meus limites como sempre quis... e agora tenho que me acertar com eles, meus medos todos, e fazê-los entender que chega. Já deu pra eles. Talvez não seja fácil, mas como saber sem tentar???
=D
Abaixo, o poema. "Permanente, apenas a inconstância". E a ilustração lindinha que o Tiago Silva fez pra ele.

Sempre a mesma, renovo-me a cada dia.
Se tudo é mutável, quanto mais crenças, pensamentos, realidades, desejos, evanescentes e intangíveis?
Quanto mais eu?
Se hoje sou Penélope, amanhã posso ser Lilith.
Outro dia Helena, Joana, Isabel, Evita, Elisa, Maitê, Lya; posso ser Maria, também Coco, Marilyn, Luz Del Fuego, Jaqueline, posso ser tantas e cada uma, e nenhuma, e por fim eu mesma.
Não me julgue, não me pressuponha, não me classifique.
Sou ímpar, sou única, exemplar de colecionador, primeira edição de livro raro, jóia preciosa talhada por caprichoso ourives, sou o que me proponho, o que me valido, o que me defino.
Não me gereralize e não me banalize.
Sou leonina mansa, pisciana feroz.
Porque há de existir paradigmas se não para serem rompidos?
Porque limites se não para ultrapassá-los?
E ir além?
Não me julgue, não me pressuponha, não me classifique.

(postado originalmente em Tia Lux)

quarta-feira, abril 20, 2011

19 de abril...

Acabou o ano do dobro... e começou o ano do dobro!
Comoassimporexemplo????
Até ontem ela tinha 23, metade dos meus 46!
Hoje ela tem 24, metade dos 48 do pai...
Bem vinda, Maya, à idade adulta!!! 
(Comoassimporexemplo????)
=P

segunda-feira, abril 18, 2011

Caio Fernando de Abreu

Acabo de conhecer... e me encantar por este jornalista/escritor. Estou postando este texto especial pra uma amiga que, quero muito, seja feliz.

"Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida... alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão ! Eu preciso muito muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília ! Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração ! Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo."

sábado, abril 16, 2011

quarta-feira, abril 13, 2011

Coisas que eu não gosto...



Minha barriga está aumentando a cada dia... e nem estou gravidinha!!!!

quarta-feira, abril 06, 2011

14 anos

É incrível. Esse é o tempo que me separa do dia em que pensei que o mundo tinha perdido a razão de existir pra mim. Aquele dia pensei que não conseguiria mais sorrir. Que não conseguiria mais encontrar sentido no suceder dos dias, um de cada vez.
É mais incrível como o tempo ensina. E ameniza dores, e nos torna fortes. E nos mostra novos rumos, novas motivações.
Em seis de abril de 1997 atendi o telefone, num fim de tarde, na casa de meu pai. Do outro lado tio Tonico, voz embargada: "Lucinha, filha, você tem que ser forte." Em casa apenas eu e as crianças, papai e mamãe na estrada, retornando de Dois Vizinhos. Como ser forte? E como não ser?
Tanto tempo depois contabilizo tantas outras dores, e tantas outras saudades. Aprendi a conviver com a falta de tanta gente amada... inclusive a de papai, que não está  mais aqui. O tempo realmente é o melhor remédio - ainda que existam cicatrizes lembrando cada dor vivida.
Fazem quatorze anos que o vô Nano se foi. E a saudade continua, exatamente igual. Assim como o seu amor, que me fortaleceu pela vida e me ajudou a ser quem sou.