Momentos. Reminiscências. Vivências. Sentimentos. Lugares. Pessoas. Músicas. Poesias. Livros.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Presente de aniversário!


O encanto da luz. A imensidão do mar. A alegria de rir. Lucemary. Simplesmente Lucemary. (poema divino.) by Maya
(tão lindo e tão tocante pro meu coração fragilizado que merecia mais do que um lugar num simples comentário).

quinta-feira, agosto 14, 2008

Absoluta

Leonina, ascendente em peixes. Dragão no horóscopo chinês. Adaga no horóscopo cigano. Estrela no horóscopo druída. Número de destino: cinco. Filha de Ogum, sob proteção de Vehuiah. Mulher de fases. Hoje sou mais eu, mais que sempre, mais que nunca. Minuano cantante em madrugada de inverno, acalanto noturno na noite insone plena de sonhos a se realizar. Brisa suave na Bahia de Todos os Santos, sobre o mar escuro e o reflexo da lua, que envolve o corpo e faz viajar. Ar rarefeito do planalto central, sob infinitas estrelas que brilham como em nenhum outro lugar. Agitada, suave, parada. Posso ser tudo, e posso ser nada. Fluida criatura, sem rédea, sem freio, sem arreio... Balzaquiana, autêntica, absoluta. Poderosa. Hoje sou mais eu, mais que sempre, mais que nunca.

quinta-feira, julho 31, 2008

...

Amo-te tanto e não sabes como me ferem as amarras com que tentas me cercear. Sou pássaro e preciso do vôo sob o céu sobre o mar sob o sol pra viver. Liberdade é meu alimento minha força meu sustento. Se me amas como te amo solta-me os grilhões deixa-me voar!

terça-feira, julho 29, 2008

Em qualquer outro lugar...


É no mínimo muito estranho se ver pelos olhos dos outros. E pelos olhos dos nossos filhos, então? Pode ser um choque.
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"Mãe, ela lembra você."
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O comentário veio de Paula, e não se referia à aparência. E a comparação era com o personagem de um filme que assistíamos numa tarde de domingo, de preguiça e sol, e que eu estava achando abominável. Não o filme, o personagem.
Em um momento do filme, inadvertidamente e sem nenhum preparo para tal, a mãe se vê pelos olhos da filha. Meu sentimento, expresso em palavras: "bem feito!".
"Como, afinal, uma mãe pode ser assim? Querer sonhar o sonho de seus filhos, decidir a rota de suas vidas? Que absurdo isso!"
E o olhar arrevesado de Paula, no tapete, me coloca na defensiva incontinenti: "EEEUUU nunca fiz isso! Nunca sonhei os sonhos de vocês!"
O "não, mãe, claro que não" acompanhado de outro olhar extremamente eloquente (embora indecifrável) me põe maluca. Como saber se ela está sendo honesta, se está sendo irônica, se está sendo gererosa?
Aí, no fim do filme, bem no finzinho, quando a menina fala de como será o mundo quando sua mãe partir, euzinha, do alto de minha modéstia ímpar, concordo: "é, filha. Tem tudo a ver comigo!"
Suspiros: "ai, mãe."
Pior.
Em alguns momentos identifiquei-me com a mãe. Perdida, confusa, insegura, pateticamente solitária e cheia de sonhos, tentando acertar e errando, errando, errando. Caraca! Não adianta querer ser perfeita, impossível!!! É da natureza humana ser imperfeito. E por vezes, sou humana em demasia - com grande dificuldade em conciliar as diversas personagens que convivem em mim: a mãe, a mulher, a profissional, a irmã, a sonhadora, a filha, a amiga, a amante, tantas! Tantos conflitos!
...
E penso que, afinal, deve ser mesmo assim.
...
Embora continue sendo um choque se vislumbrar através de outros olhos - principalmente quando são olhos que você gerou.

quinta-feira, julho 24, 2008

"A MASSAI BRANCA"

Então ontem assisti a um filme com Paulinha, e após três ou quatro filmes assistidos pela metade (sim, eu dormia em algum momento!), o de ontem assisti todo. Completamente desperta e envolvida pela história, pela fotografia, pelos personagens. E esse filme me fez lembrar Vera, e nossa última conversa via depoimentos no Orkut. Eu ia escrever mais e mais sobre o filme, que gostei muito e que me disse muito, mas... se escrever, minha conversa confidencial com Vera deixa de ser confidencial. Então, agora só quero dizer que o filme é ótimo. Tudo bem, sei que não sou nenhuma crítica de cinema (nem almejo tal coisa!), mas como alguém que gosta (muito) da sétima arte, e como pessoa, adorei o filme. Recomendo. ... Vera, assista ao filme. Aí conversamos mais sobre questões existenciais, ok? ...

quarta-feira, julho 23, 2008

Inverno na Bahia

Essa chuva esse frio essas tardes sem sol Adicionar vídeo E esse vazio essa falta de tesão pela vida Resultam em suspiros em angústias em vazios que não sei preencher.

sexta-feira, julho 04, 2008

Tanto mar...


É o nome de uma música do Chico, que fala da revolução dos cravos, em Portugal. E que amo. Remete também à música "amo tanto e de tanto amar acho que ela é bonita..." Numa lan, depois de duas roscas (deliciosas, de morango), sob o peso de uma saudade imensa de coisas intangíveis... como passear no shopping (McDonalds, Fredíssimo, cinema), como discutir dúvidas existenciais, como falar de moda e rir de coisas bobas, como discutir livros na vitrine, como olhar o que tem de bom e de ridículo na moda da estação, como reafirmar que é bom ter personalidade (ou pelo menos se iludir que tem...), como fazer palavras cruzadas, como jogar stop, como ter crises de riso sem quê nem porquê... e de coisas tangíveis, como seu riso (como assim, seu riso não é tangível???? Tudo bem, não vou discutir com uma quase física...), como a bagunça organizada do seu guarda roupa, como seu abraço, como sua presença (e sim, sua presença é total e completamente tangível pra mim)... leio seus posts no seu blog, e me preocupo... será que você herdou de mim essa inquietude, essa insatisfação (ops, não! Não sou insatisfeita... diria mais esse questionamento eterno...)... não, você não herdou nada. Coisa idiota essa de mãe querer dizer que o filho herdou o de melhor dela... ou o de pior, sabe-se lá... coisa bem idiota! ~Você não herdou nada, tem suas próprias dúvidas, seus próprios questionamentos, você é mais do que uma herdeira... você é muito mais do que isso... muito melhor que isso... eita que eu ia falar mais, mas tocou o celular e era seu padrinho tomando umas e falando como você já sabe... aí, perdi o fio da meada... mas acho que o que eu queria falar era que, apesar de saber de sua inquietude e de toda insatisfação que ela gera, sei que você é mais feliz assim do que se fosse uma menininha dessas de sonho cor de rosa que acha tudo lindo, não questiona nada e se conforma com pouco... aliás, o nome desse texto devia ser Maya. Ou recadinho para Maya.

sábado, fevereiro 02, 2008

"Nossa casa...


...é como nossa fotografia mais verdadeira." (Márcia Carvalho - maeducacao.blogspot.com)

Então eu estava procurando uma imagem pra postar aqui, e a partir dela, escrever. Em meu coração a vontade era escrever sobre mudançaS, assim mesmo, no plural e com S maiúsculo, falar sobre tantas mudanças ocorridas em minha vida nos últimos tempos e tantas outras que se anunciam; não apenas mudanças geográficas, principalmente outras, internas, de dimensões infinitamente superiores... mas aí, topei com o blog acima, um texto de 01/10/2007 cujo título é "transportar com cuidado", que todo mundo devia ler, e que amei. E que me tirou toda a inspiração de falar de mudança: não por nada, sim porquê amei o texto, e li e reli, e parece falar tão de mim e de coisas que sinto e penso que... nem sei mais o que escrever.
Mas prá não ficar sem postar, já que depois de tanto tempo me animei hoje, fiz esta anotação prá constar.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Diário de Bordo, 28 de Novembro, Quarta.



Então...


Presentes: Minzinha, Ellen, Patrícia, Julio, Márcio, Rubens (E o Wilson foi dar o ar da graça, ainda enfatiotado como bancário...).


O que fizemos? Alongamento, maravilha. Ellen me ajudou a perder o medo e fazer (mais ou menos, muito mais pra menos do que pra mais!!!) o que está no desenho aí... consegui jogar as pernas pra cima, e elevar e curvar até o máximo possível tentando tocar o chão, atrás da minha cabeça, com os pés. Não balancei como na figura, mas foi o máximo, me senti uma criança de novo! E esse foi a única imagem que encontrei que representasse mais ou menos o que fiz... e sabe??? Qualquer dia tento ficar de ponta cabeça encostada na parede, vai ver só!!! Depois, o jogo da bola, adoro isso! A gente fica em roda, e joga uma bola invisível para um colega, que devolve pra outro e assim consecutivamente... primeiro, em silêncio, no lugar. Depois, nos movimentando, e depois, dizendo uma palavra ao passar a bola pra o companheiro... e aí, de repente, alguém insere a bola real, palpável, no jogo. E continua, e o objetivo é fazer com que o colega consiga pegar a bola. É ótimo! Um exercício aeróbico, e gostoso, como uma brincadeira! Logo depois conversamos sobre o fato de o e-mail da Prô não ter não ter chegado a tempo, e ponderamos sobre que atividade desenvolver. O grupo falou sobre uma aula que perdemos, eu e Rubens, sobre caminhar. E nos passou algumas coisas, como olhar, postura, peito, braços, pernas... foi muito, muito interessante. E encerramos oficialmente o encontro, mas ainda ficamos conversando sobre a apresentação do grupo no dia 24/10, no Festival Cultural, nossa! Parece ter sido o máximo, queria muito ter estado lá!!!! Ah, sim, e também combinamos de, na sexta feira, trazer idéias sobre nossa confraternização de fim de ano - afinal, somos um grupo, e vai ser uma delícia nos reunirmos.


Sensações: ah, eu tô ótima! Sem muitas impressões a registrar, acho que a única que vale realmente a pena deixar é de que está sendo TDB. Tô feliz.

domingo, novembro 25, 2007

Diário de Bordo, 24/11/2007, Sábado.


Aula de teatro, perfeita!

Presentes: Julio (o Coordenador, da Estilo, e também cheio de estilo!), Ciro, Márcio, Wilson, Ellen (que não sei se é Eli ou Ellen mesmo), Rubens (também na sua primeira aula), e duas colegas das quais não consegui gravar o nome, e muito gente boa, ambas. E claro, a prô, Natassia.

Atividades: primeiro conversamos muito sobre a questão de frequência e participação nas atividades, e a necessidade de haver continuidade. Logo depois, alongamento, nossa, amei! Tô com dor até hoje, descobri músculos que nem sabia que existia, e foi muuuuuuuito bom! Fizemos auto massagem, reconhecendo nosso corpo, e depois teve aquele lance do colega bater na gente de conchinha, que é tudo de bom!!!! E póparar de pensar besteira, que bater de conchinha não é nada de mais, viu? A gente fica de pé, pés alinhados aos quadris, e começando pela cabeça vai se curvando à frente, flexionando levemente os joelhos, e larga o peso... é uma posição, embora não pareça, extremamente agradável. Aí o colega vem e, com as mãos em concha, começa a dar tapinhas rápidos na região lombar e coluna, putz! É TDB!!!!

Logo depois fizemos a tarefa do jardim, foi ótimo! Imaginamos um jardim, o nosso jardim, e o descrevemos em texto, depois fizemos uma planta baixa e tivemos que imaginar seis ações a desenvolver em nosso jardim, e passar para os colegas... sem palavras. Foi uma atividade ótima!!!! E pude perceber algumas coisas, limitações em mim, que desconhecia - ou fazia de conta que. Por exemplo, eu que sou toda falante e tagarela, meio palhaça, quando estou entre amigos e pessoas que conheço, me senti extremamente tímida ao ficar sozinha, no meio da sala, representando meu jardim, e nove pares de olhos me seguindo... me senti extremamente vulnerável mesmo, e percebi que tenho que trabalhar isto... não é mesmo fácil se expor, né? Por mais que a gente acredite ser desinibida, desenvolta e outros "des" da vida... bom, logo depois a Prô deu um feed back pra gente, achei legal, ela me falou do meu ... putz, eskeci o termo, acho que "time" interno... disse que foi um bom exercício. Fiquei motivada, porque apesar do medaço e do frio no estômago, consegui algo... rsss... mas não consegui passar tudo pra os colegas. Uma coisa que achei muito interessante é que, uma das ações que desenvolvi foi escolher uma azaléia num arbusto e colocar no cabelo... e um colega, depois, quando falou sobre as impressões, disse que era uma flor roxa... e eu imaginei mesmo azaléias lilases... engraçado isso, não?

Bom, acho que isso é tudo... ah, sim... a aula da próxima semana ficou pra sexta feira, o que pra mim foi ótimo, já que estaremos de mudança pra outra casa...

Impressões: acho que já falei bastante sobre sensações, mas tenho que registrar a principal: foi ótimo me sentir "parte"! Tinha medo, por estar começando praticamente um mês depois do início do grupo, de ficar meio excluída... mas não senti isso, ao contrário, me senti muito bem!!!! Estou adorando!!!

O meu jardim: "Meu jardim é grande, e cheio de flores. Tem um gramado muito verde e cheio, precisando ser aparado. Há um canteiro, bem na frente, junto ao muro, cheio de margaridas. Não que sejam as minhas preferidas, mas inegavelmente elas enchem os olhos de uma certa luz... assim como as rosas, à esqueda. Ficou muito bonita a composição das roseiras, de rosas vermelhas e brancas, e as rosinhas trepadeiras, que caem em cachos. Logo ao lado, e em volta das roseiras, há os lírios, lindos! E estão floridos, são os meus preferidos! Há também muitas folhagens entre as roseiras, e ao lado, e atrás... um certo tipo de samambaia, e outra de folhas largas e coloração verde bem escura... Algo que enche os olhos em meu jardim é a hera, que se espalha sobre o muro... adoro a sensação quando deito-me à rede e fico olhando todo esse verde, e ouvindo o som da água caindo da fonte... Do lado de cá da passarela de pedras em forma de pés, que adoro, há azaléia... um arbusto não muito grande, mas muito lindo, repleto de flores num tom meio pink, meio lilás que não sei definir... e podado redondinho, lindo, lindo! E próximo a ele, a parte do jardim que mais gosto: o pergolado, coberto de hera e begônias de várias espécies, onde fica minha rede amarela e dois bancos de madeira muito ergonômicos, cheios de almofadas, e onde me permito sonhar... do lado do pergolado, a pequena fonte e o laguinho, repleto de plantas aquáticas e peixinhos que ganhei dos amigos... e onde fica, também, Paxá, meu cágado."

Limitações: se soubesse, gostaria de desenhar a planta baixa do meu jardim, mas...

Ações: 1. pegar a bola que as crianças do vizinho jogaram, e devolver a eles por cima do muro (contei como duas ações); 2. pegar uma azaléia e colocar no cabelo (também contei como duas ações); 3. virar o Paxá, que foi tentar escalar uma pedra ao lado da fonte mais uma vez e ficou virado de pernas pra cima; 4. sentir a chuva que começa a cair; 5. armar a rede; 6. sentar-me à rede; 6. cochilar. Os colegas só não descobriram Paxá no laguinho.

:)


sábado, novembro 24, 2007

!!!


...



Atenta,
observo.

Tento
apreender.

O momento,
o tempo,
o todo.