Momentos. Reminiscências. Vivências. Sentimentos. Lugares. Pessoas. Músicas. Poesias. Livros.

sábado, maio 28, 2011

Metáforas


"Lu, cheguei à seguinte conclusão: ter filho é como aprender a ler, não tem retorno. Você bate o olho num outdoor, numa faixa, numa propaganda, não tem jeito: automaticamente decodifica o que está escrito, e pronto."

* * * * *
* * * * *
Cloé é sempre uma lição a aprender.

quarta-feira, maio 25, 2011

Tal & Qual



"Eu sou meio mutante mesmo, mas antes eu me sentia um pouco perdida. Aquilo que eu estava fazendo não combinava com o tipo de música que eu estava querendo cantar. Aquele negócio de você ver o capim crescer na sua casa sem tomar providência nenhuma. Um dia você se dá conta e o capim já virou mato e aí você sente que está emaranhada nele. Então tem que cortar o mato. É difícil mas é bom porque você se deu conta, entende?"


"Aprendi que a vida é feita de dois lados. Você precisa conhecer o lado torto para conhecer o lado bonito. Então, nesse sentido, todas as experiências pelas quais nós passamos são absolutamente válidas."

Elis Regina

segunda-feira, maio 23, 2011

"O que você escreve?"

"Ah, hoje já não escrevo quase nada. Mas gostava muito de crônicas, contos, poemas."
"E porque você escreve?"
"Não sei"
"Como assim, não sabe? Quem faz algo tem que saber porque... ainda mais algo assim, tão... sei lá."
"Não, eu não sei. É algo maior do que eu. Por vezes passo dias, semanas, até meses sem escrever. Nem mesmo uma linha. De repente as palavras irrompem em forma de verso, de prosa, de reticências até. Vem aos borbotões, sem controle sequer de qualidade. Escrevo porque preciso, eis aí sua resposta. Escrevo porque preciso."
.
Houve um tempo em que acreditava escrever por ter muito o que dizer, e que todas as idéias que me afluiam eram originais, como originais acreditava as palavras que tinha pra falar. Hoje, depois de ler e reler tanto (e tão pouco ainda), por vezes penso que tudo já foi dito. Amiúde reconheço em outras palavras meus sentimentos, meus anseios, meus medos. Com muito menor frequência reconheço em insights geniais de outrem uma fagulha de meus pensamentos.
Ainda sentindo que tudo o que havia por dizer já foi dito, permaneço. Persisto, insisto e resisto a me calar - porque o eu mais escondido é mais forte que este que apresento às pessoas. E não tem vergonha, não tem medo, não tem medidas.

terça-feira, maio 10, 2011

Você já pensou em ficar um ano sem comprar nada?


Tudo bem, muito radical.
E sem comprar roupas, sapatos, acessórios?
Tá, tá certo. Ainda é radical.
Um ano sem comprar apenas roupas?
Muito, também? Oquei.
Quem sabe um dia? Um diazinho apenas sem comprar NADA, absolutamente nada?

*_*
Pois é, existe um movimento iniciado nos Estados Unidos há pouco mais de dez anos, que já chegou à Europa, e prega um dia sem compras –  para combater os efeitos da publicidade ao consumo, exarcebado e desnecessário. A princípio foi como uma voz solitária se erguendo em favor do planeta (sim, o consumo exagerado afeta o planeta, a sustentabilidade e o nosso futuro), à qual foram se juntando outras.
Aqui no Brasil, procurando no Google, encontramos alguns exemplos:
a Joanna, a Nadja, a Marina e a Evelyn se propuseram a passar um ano sem consumir algumas coisas. Seja em prol da sustentabilidade do planeta ou do próprio bolso, são iniciativas interessantes a favor da redução do consumo desenfreado – e um exercício importante sobre autocontrole. Torcemos para que elas consigam seus propósitos!

*_*

Esta blogueira que vos escreve juntou-se ao coro acima, registrando a intenção de um "ano sabático" no consumismo. É isso aí, tenho um novo diário, onde pretendo registrar dia a dia meu progresso e metas atingidas. Sei que virão crises de abstinência (tá, eu assumo, sou consumista sim, e daí??? Tô tentando melhorar, não tô???), sei que virão momentos em que abrirei meu guardarroupa e ficarei lá, com cara de besta, olhando e pensando que não tenho roupa para a ocasião. Sei que terei crises desesperadoras quando estiver há uns três meses sem comprar sapatos e revistas. Deus do céu, não pensei direito quando impulsivamente tomei esta atitude, mas agora... ah, agora sou obrigada a manter minha palavra, honrar minhas intenções. Sim, eu posso. Sei que consigo.
Um ano sem compras supérfluas, sem roupas, sem sapatos, sem acessórios, sem revistas, sem coisinhas de casa. Talvez eu me torne uma pessoa melhor com isto, talvez não sobreviva à experiência.

*_*

Vocês estão convidados a acompanhar, torcer, opinar. Todo apoio nesta empreitada é muito mais que bem vindo!

sábado, maio 07, 2011

Mãe

- " A nossa mãe é linda!"
- "A minha é mais!"
- "A nossa mãe é independente, trabalha fora."
- "A minha também!"
- "A nossa mãe fez faculdade!"
- "..."



Ok. A memória me trai, e o diálogo pode não ter ocorrido ipsis literis como transcrevi. As duas irmãs brincavam com amiguinhas, e através da janela eu ouvia a conversa. Claro, achando o máximo que não pararam de buscar, dentre as coisas que enxergavam em mim, aquela em que ninguém me sobrepujasse aos seus olhos.
Dentre tantas lembranças, a que escolhi pra escrever foi esta porque ilustra tão bem como era fácil ser "supermãe" - aos olhos dos pequenos, podemos ser lindas, inteligentes, sensíveis, infalíveis, quase perfeitas. Na adolescência você se torna um troféu: ter mais (e melhores) argumentos, ganhar no truco, no imagem e ação, transformam-se em pequenas vitórias - o que não deixa de ser uma coisa boa, afinal só se quer superar o que é digno de superação...  mas aí, ah... aí eles entram na faculdade. E o que sempre foi um orgulho, filhos pensantes, críticos e inteligentes faz com que eles finalmente percebam que você, como qualquer outra pessoa, é falível. É imperfeita. E a gente deixa de ser a supermãe ali de cima pra se tornar a supermãe aí de baixo.

 

E enquanto eu escrevia, pensei que afinal, este é o caminho natural. Lembrei de mim e de minha mãe, e... enfim. Tocou o telefone, Maya chegou, impossível dar continuidade. Mas acho que consegui expressar o que sentia...

quarta-feira, abril 27, 2011

Enfrentando os medos!

Escrevo, desde sempre.
Escrevo se estou triste, escrevo se estou feliz, escrevo por saudade, por raiva, por indignação.
Desejo escrever desde sempre. Escrever além do meu alcance, além do meu universo particular, deixar minhas palavras voarem sem limites, sem medo.
Mas foi ele um dos algozes deste desejo que me acompanha há tanto tempo, o medo. O medo do ridículo, o medo das críticas, o medo de... nem sei direito.
E agora surge a oportunidade de deixar minhas palavras voarem, livres. Visitarem outros mundos, rompendo meus limites. Além das páginas do jornal Correio do Cidadão (estou colunista, xique no úrtimo, benhêêê!!!), um de meus poemas passeia por outro blog e ganha o mundo, além dos meus limites como sempre quis... e agora tenho que me acertar com eles, meus medos todos, e fazê-los entender que chega. Já deu pra eles. Talvez não seja fácil, mas como saber sem tentar???
=D
Abaixo, o poema. "Permanente, apenas a inconstância". E a ilustração lindinha que o Tiago Silva fez pra ele.

Sempre a mesma, renovo-me a cada dia.
Se tudo é mutável, quanto mais crenças, pensamentos, realidades, desejos, evanescentes e intangíveis?
Quanto mais eu?
Se hoje sou Penélope, amanhã posso ser Lilith.
Outro dia Helena, Joana, Isabel, Evita, Elisa, Maitê, Lya; posso ser Maria, também Coco, Marilyn, Luz Del Fuego, Jaqueline, posso ser tantas e cada uma, e nenhuma, e por fim eu mesma.
Não me julgue, não me pressuponha, não me classifique.
Sou ímpar, sou única, exemplar de colecionador, primeira edição de livro raro, jóia preciosa talhada por caprichoso ourives, sou o que me proponho, o que me valido, o que me defino.
Não me gereralize e não me banalize.
Sou leonina mansa, pisciana feroz.
Porque há de existir paradigmas se não para serem rompidos?
Porque limites se não para ultrapassá-los?
E ir além?
Não me julgue, não me pressuponha, não me classifique.

(postado originalmente em Tia Lux)

quarta-feira, abril 20, 2011

19 de abril...

Acabou o ano do dobro... e começou o ano do dobro!
Comoassimporexemplo????
Até ontem ela tinha 23, metade dos meus 46!
Hoje ela tem 24, metade dos 48 do pai...
Bem vinda, Maya, à idade adulta!!! 
(Comoassimporexemplo????)
=P

segunda-feira, abril 18, 2011

Caio Fernando de Abreu

Acabo de conhecer... e me encantar por este jornalista/escritor. Estou postando este texto especial pra uma amiga que, quero muito, seja feliz.

"Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida... alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão ! Eu preciso muito muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília ! Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração ! Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo."

sábado, abril 16, 2011

quarta-feira, abril 13, 2011

Coisas que eu não gosto...



Minha barriga está aumentando a cada dia... e nem estou gravidinha!!!!

quarta-feira, abril 06, 2011

14 anos

É incrível. Esse é o tempo que me separa do dia em que pensei que o mundo tinha perdido a razão de existir pra mim. Aquele dia pensei que não conseguiria mais sorrir. Que não conseguiria mais encontrar sentido no suceder dos dias, um de cada vez.
É mais incrível como o tempo ensina. E ameniza dores, e nos torna fortes. E nos mostra novos rumos, novas motivações.
Em seis de abril de 1997 atendi o telefone, num fim de tarde, na casa de meu pai. Do outro lado tio Tonico, voz embargada: "Lucinha, filha, você tem que ser forte." Em casa apenas eu e as crianças, papai e mamãe na estrada, retornando de Dois Vizinhos. Como ser forte? E como não ser?
Tanto tempo depois contabilizo tantas outras dores, e tantas outras saudades. Aprendi a conviver com a falta de tanta gente amada... inclusive a de papai, que não está  mais aqui. O tempo realmente é o melhor remédio - ainda que existam cicatrizes lembrando cada dor vivida.
Fazem quatorze anos que o vô Nano se foi. E a saudade continua, exatamente igual. Assim como o seu amor, que me fortaleceu pela vida e me ajudou a ser quem sou.

Coisas que eu gosto!!!



"Essa vida é uma viagem
pena eu estar só de passagem."
Leminski

quarta-feira, março 30, 2011

Estivadores do Saber

estivador
es.ti.va.dor
adj (estivar1+dor2) Que estiva. sm 1 Operário que trabalha nas capatazias dos portos no serviço de carga e descarga de navios, quer trans­portando mercadorias do armazém ao navio, ou vice-versa, quer arrumando-as no necessário empilhamento. 2 Negociante de gêneros alimentícios. 3 Operário do saber (acrescentada por esta que aqui escreve, sob licença poética)

...

Esperando o elevador, encontro um colega guardando um crachá no bolso, e gaiata que sou, já descubro que vamos para o mesmo treinamento. E incontinenti, que temos mais uma coisa em comum além do futuro como educadores corporativos: Edson, do Raso da Catarina.
A caminho desta nova formação, ante a perspectiva de conhecer novos universos e amigos, mediante infindas possibilidades que o dia traz, invade-me o conhecido sentimento, misto de saudade e algo indefinível, que no decorrer do dia se transmuta em vários outros.
A presença dos Estivadores, intangível porém intensa e real, me acompanha por todo o dia, que termina com alguns de nós na Devassa Cervejaria. E o texto, que bailou o dia todo na cabeça, verbalizando como sinto por não ter mantido contato amiúde; constatando que deveríamos todos poder reviver esta experiência pelo menos uma vez por semestre; contando de como cada Estivador vive em meu coração, ainda que eu não o afirme e reafirme ininterrupta e peremptoriamente; falando de como a experiência vivida em meados de 2010 marcou-me indelevelmente, este texto não sai.
Como o sentimento permanece, é imperioso registrá-lo - para que não se perca no turbilhão de novas experiências e idéias e sentimentos.
Para terminar deixo expresso meu muito obrigada a cada um, com a esperança de que um dia nossos passos voltem a se encontrar nos caminhos da educadoria. E aos queridos, queridíssimos Beiga e Edson, maestros que me iniciaram nesta realidade, mais do que meu agradecimento, o carinho imensurável. "Infineterno".

segunda-feira, março 28, 2011

Ar condicionado,

endereço nobre, tevê a cabo, internet wi-fi, ducha SHUMPdelícia, cama idem, serviço de quarto.
Eu podia morrer vivendo assim.

Rua Bela Cintra, 1356

"Em uma das mais charmosas regiões de São Paulo, localizado a apenas 1 quadra da Avenida Paulista e próximo a estação Consolação do metrô, este flat é moderno, compacto e funcional. Ideal para quem procura praticidade e bom gosto. Transamérica Flat The Advance está localizado nos Jardins, uma das regiões mais charmosas da cidade, a apenas alguns minutos da Avenida Paulista. E está cercado pelas melhores opções de restaurantes, bares e compras da cidade."
...



No caminho prá cá, nesta rua Bela Cintra, lojas que fariam Maya delirar. Vou caminhar e tirar fotos.

=D

AMO semana de curso!!!!!!

=D

Paradoxos

Finalzinho de domingo. Ouvindo Vander Lee e sentindo saudade. Mesmo tendo sido minha escolha.

sábado, março 26, 2011

Escolhas

São elas que norteiam nossa vida, desde as mais simples às mais complexas. E o que somos nada mais é que a soma das consequências de nossas escolhas ao longo do caminho. Tá, tudo bem. Tem um pouquinho de conspiração astral, mão de Deus, sorte, destino, como quer que queiram dizer... mas se Deus manda um vizinho, um barco, um galho, um helicóptero e ainda assim a gente escolhe ficar parada ali naquele mundaréu de água ao nosso redor e acaba se afogando, foi uma consequência de nossa escolha, foi não?
Gosto muito dessa música da Marisa Monte. Tenho cantarolado nas manhãs.


quarta-feira, março 23, 2011

Poeminha Amoroso



"Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer
não importa.
Já está declarado e estampado,
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema
o verso,
o tão famoso e inesperado verso
que te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

Cora Coralina

Sanduiche para uma noite solitária e preguiça de cozinhar...

Na geladeira, aquelas duas fatias de broa alemã escura, macia e deliciosa.
Regadas com azeite de oliva, pra saborizar especiamente. O que tem na geladeira como recheio? Hoje foi queijo cottage, patê de peito de peru defumado, azeitonas picadas e agrião.
Salpiquei com gergelim torrado, e "voilá"!
Com suco de laranja, foi tudo de bom.
E não, não tirei fotos. A fome era muita, e não quis esperar.
=D

segunda-feira, março 21, 2011

Então...

...a vida, às vezes, segue caminhos que não sei explicar. Muito menos entender. Apenas me deixo levar.