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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Minha querida ex-quase-futura-nora ainda não sabe.

E talvez não saiba nunca, porque se são insondáveis os caminhos do coração, o que dizer dos que a vida traça, então? É normal que às vezes a gente fique assim, sem saber o que fazer. Até porque, minha querida, muitas vezes não há o que ser feito - mas nessas ocasiões, não fazer nada é suficiente - principalmente quando este "não fazer nada" é do jeito especial de um filho. E se esse filho é ainda cúmplice, amigo e companheiro, nossa! É mais do que suficiente... pode ter certeza.
Por vezes onde a gente enxerga uma prisão, o que existe é mesmo isto: cárcere. Podemos estar encarcerados por tantas coisas, menininha! Grades colocadas por outras pessoas, pela vida, por nossos medos, nossas inseguranças, nossas frustrações. Às vezes ficamos presos em nossa própria impotência de lidar com coisas que se apresentam no dia a dia, e que são inevitáveis. Outras vezes nos vemos ilhados simplesmente por não saber o que fazer diante de coisas/pessoas/fatos. Ou da passagem inexorável do tempo. Ou de desejos insondáveis do coração.
E pode acontecer de nos quedarmos, sim, presos em nós mesmos, por grades que na verdade são etéreas, e que, da mesma forma que surgiram, deixam de existir. Tudo a seu tempo. Porque, além de tudo, o tempo é mesmo o melhor remédio. Prá tudo. E isto não é clichê, por mais que pareça.
Tenho que contar que a desculpa de ser "normal da idade" não é uma desculpa. É fato. Sim!!! É normal da idade, na infância, ser curioso e imprudente. É normal da idade, na adolescência, ser irreverente, se achar dono da verdade, relevar o valor da experiência. É normal da idade, na maturidade, ponderar. Fazer um retiro para compreender, reavaliar, reorganizar, se fortalecer. Ainda que não se anuncie ao mundo que estamos em retiro no nosso mais profundo eu.E estas, minha cara, não são palavras de consolo.

“A vida tem disso.”

E ser feliz, como dizia a música, é impossível sozinho. Por isso é natural e reconfortante que você se preocupe - mas não deixe que isto a afete a ponto de enjôos, dores de cabeça, ânsias. Ou de pranto até que os olhos não aguentem mais e seu lindo rosto fique deformado. A sua frustração pode contribuir para "as coisas da vida" se prolongarem - porque a dor de um filho é elevada à enésima potência no coração da mãe. 
Saiba, minha querida, que a vida é um milagre. E se este milagre aconteceu, muitos outros podem acontecer - é só não desacreditar. E lembrar que nem sempre seu milagre é o mesmos desejado pelo outro...



quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Você me faz sorrir, Poleth!

Algumas coisas servem pra me fazer pensar. Não, não tenho feito disto um hábito freqüente –muitas vezes apenas ajo por impulso, ou sigo a inércia do dia a dia. Mas algumas coisas, de alguma maneira, pressionam o ponto certo e fazem um click, iniciando um processo de reflexão e (auto)crítica.
Receber de Paula o selinho “este blog me faz rir” foi um destes acontecimentos. Mais do que parar pra nomear o que me faz rir, me fez parar pra pensar porque a faço rir. E acho que, ultimamente, apenas pelo amor que sente por mim, já que ando uma pessoa sorumbática, irritada, impaciente. Diria até inodora, incolor, insossa. E pensar nisto me fez sorrir. =)
Eu que sempre fui uma pessoa leve, de bem com a vida e riso fácil, teria o maior problema em listar apenas duas coisas que me fazem sorrir – mesmo agora, que estou em processo de recuperação de uma quase-depressão. E sobre isto hei de falar em outro momento, quando a vontade aparecer. Então comecei a elencar coisas que, indubitavelmente, me fazem sorrir – mas coloquei pra mim mesma o número máximo de sete pra listar aqui.
Atender o telefone e ouvir meus irmãos, por exemplo, sempre me faz sorrir. Mesmo quando é madrugada, estou dormindo e eles bebendo juntos a muitos quilômetros de mim. Baeco!
Jogar imagem e ação, enciclopédia, qualquer jogo assim com meus filhos, me faz rir. Tá, tudo bem. Às vezes me faz perder a paciência, também (o ônus de ter filhos inteligentes e críticos, por vezes irônicos), mas dou gargalhadas infinitas vezes a mais do que perco a paciência.
(Re)Encontrar amigos me faz sorrir. Sempre! E ultimamente este tem sido um motivo freqüente, hein?
Acordar num sábado de sol e preguiça, sem compromissos, sem hora pra nada, cônscia do valor de poder curtir isto me faz rir!
“A gente vai no cinema, Dindinha?”. A simples pergunta dos meus sobrinhos, que revelam nosso programa habitual quando a gente se encontra, me faz sorrir. E manter a tradição também!
Reuniões de família me fazem rir, sempre. Ainda que por vezes venham acompanhadas de alguma tensão, algum estresse, um ou outro desentendimento... afinal, isto faz parte, não é? Senão, não seríamos uma família!
As conquistas dos meus filhos me fazem rir! Aliás, meus filhos são minha fonte mais constante de motivos pra sorrir (ainda que também sejam fontes de culpas, dúvidas, medos, angústias – o que também faz parte, né não?).
Parar pra contar quantos motivos listei aqui e descobrir que sim, extrapolei, também me fez sorrir. Essa, afinal, sou eu. E rir, pra mim, é como respirar: não sei viver sem.
Paulinha, filhota, obrigada por me fazer parar neste momento em especial e pensar nas coisas que me fazem rir e que tenho deixado despercebidas. =)  Você, sem sombra de dúvida, é um motivo especial pra o meu riso constante.
Também me fazem sorrir a Tati, que não conheço pessoalmente, mas que tem textos ótimos e com quem me identifico muito; a Graci, que além de ter textos muito bons mora no meu coração sem pagar aluguel; a Lari que é vizinha dela nas mesmas condições e que escreve textos que, por vezes, me fazem pensar “como foi que eu não escrevi isto?”; a Maya que escreve só quando dá na telha (e isto tem sido raro!) e cujos textos são fantásticos – ainda que ela tenha escolhido, sabiamente, a área de exatas pra seu caminho profissional; e a Rejane, que nunca nem ouviu falar de mim, mas cujo blog acompanho sempre e gosto muito, pois ela tem um texto delicioso e fala de coisas que amo!
Então é isso, meninas! E quem quiser dizer o que a faz sorrir, sem a obrigação, sinta-se à vontade!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Um dia como outro qualquer...

...ela olhou pela janela se espreguiçando e sentindo o sol nascente na pele. Abriu o vidro e o vento entrou forte, varrendo a preguiça noturna e lhe embaraçando os cabelos, arrepiando de prazer a pele nua. Ergueu o rosto se entregando ao prazer do momento, ouvindo as ondas, sentindo a maresia invadir seus sentidos.
E agradeceu baixinho a dádiva da vida.

sábado, fevereiro 05, 2011

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segunda-feira, janeiro 24, 2011

24 dias...

...se passaram.
Muita coisa aconteceu. Ao mesmo tempo, nada aconteceu.
O ano novo chegou, então.
E ainda estou tentando chegar a ele...

domingo, janeiro 02, 2011

2011

O ano novo chegou, então.
Sem muito barulho pra mim, sem a tradicional lista de resoluções.
Chegou e, quando dei por mim, 'tava ali. Como na música do Zeca Baleiro.
Não li previsões, não fiz mandingas, não pulei sete ondas - o que, é claro, não impediu sua chegada.
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"Não gosto de ano novo, Lu."
"Porque não?"
"Porque é um outro começo. Tudo de  novo, outra vez. Começar, recomeçar. Cansa."
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Acho que tô cansada, na verdade.
Sim, eu sei, algumas coisas me fazem sentir assim. Na verdade, a possibilidade de estar doente já me faz ficar assim. Por mais que eu sempre tenha gostado de (re)começos, de mudanças. Talvez eu tenha fugido de tudo a vida toda e agora, me deparar com esta pessoa no espelho assute. Talvez...
...
Mas afinal, é ano novo.
Novas possibilidades, e eu continuo tentando.
Que venha o ano novo, então. Mas por favor, que venha dia a dia, devagar, sem grandes surpresas, sem muitas mudanças. E de preferência, melhor do que a expectativa.
...
Feliz ano novo pra você, e para mim.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Fotografando...



Ainda por do sol em Morro. É tão lindo que dói.



terça-feira, dezembro 21, 2010

Um passarinho...



fez seu ninho no kusudama que Paulinha presenteou Renato... bom gosto dos três, né não?


Fotografando...


Pôr do sol em Morro de São Paulo, visto da Toca do Morcego, em 06/12/10.


sexta-feira, novembro 12, 2010

Coco Chanel - ou de como se amar.

Classe, elegância, irreverência, estilo. Atemporalidade.
São palavras até óbvias quando se pensa ou se fala em "Chanel" - sempre em conexão instantânea com moda, roupas e acessórios: preto básico, corte de cabelo, pérolas, bolsa com correntes.
Não, não quero e nem vou falar de moda. Não sou expert no assunto e nem vou me aventurar. Quero falar de estilo - palavrinha pequena que inclusive nomeia uma revista feminina de uma grande editora brasileira. Chanel era mais que tudo estilo. De ser e viver, e deixar viver. Li, dia destes, uma frase atribuída à ela que ficou martelando na cabeça e resume seu estilo - e descobri, faz parte da essência do que sou, mesmo inconscientemente. - "Para ser insubstituível uma pessoa tem que mudar sempre." - Inquietude faz parte de minha alma desde que me entendo por gente: nunca me contentei com o que olhava, sempre enxergava além, lia nas entrelinhas, quis mudar e revolucionar o mundo. E à mim mesma. Como diz Lya Luft, "reinventando-me a cada momento". Jamais mudei algo para me eternizar na lembrança de alguém, sim por buscar aplacar a ânsia pelo novo, pelo diferente, por conhecer e desbravar e (re)inventar... desde mudar a decoração do meu quarto (teve aquela vez que fiz laços com TODOS os papéis de bombons e chocolates que ganhava, e ia colando na parede, depois no teto, até que logo após a páscoa meu quarto estava completamente tomado por laços de todas as cores e tamanhos!), a posição dos móveis da casa, o penteado, a cidade em que morava... mudança faz parte da minha vida desde sempre, desde antes mesmo que eu fosse a dona e senhora dos meus passos e meu destino. E isso nunca me incomodou - talvez porque mudando tanto conheci pessoas, lugares, realidades diversas - que fizeram de mim quem sou hoje. Que me fizeram aprender e crescer. E talvez por saber que, mesmo mudando a cidade, as idéias, o visual, os móveis de lugar, a profissão ou seja lá o quê, sempre há no mundo lugares para onde tenho abrigo e proteção, com pessoas que me conhecem além das aparências e me amam como sou, tendo sempre colo acolhedor pra me aconchegar.
Então... dia desses comecei a questionar se este meu gosto pelo novo (entenda-se que novo não é necessariamente algo zero bala, e sim algo transformador) seria algum tipo de problema de baixa auto estima, de (in)definição do meu lugar no mundo, ou qualquer outra neura assim... isto por conta de um texto que escreveram pra mim tempos atrás sobre as mudanças do meu cabelo (nunca tinha pintado o cabelo até há pouco tempo, pra não me tornar escrava de salão... mas quando comecei, tomei gosto pela coisa e quis experimentar do loiro ao ruivo!). Passei algum tempo ponderando sobre isto, até pra contrariar o fato de que sou impulsiva e passional.
Concluí que não, não tenho problemas de indefinição sobre mim ou meu lugar no mundo. A vida inteira tive personalidade forte, bati de frente, perdi algumas, ganhei outras, preferi cor à "nude", falei alto, ri alto, escolhi meu caminho mesmo quando parecia que não tinha escolhas.
A vida inteira fiz amigos que trago até hoje no coração. Inimigos? Talvez, mas não os lembro. E sei que fui referência - talvez nem sempre como gostaria, mas deixei minha marca. A vida inteira tive pessoas se inspirando no meu humor, no meu jeito de vestir, de falar, de pensar, de ser, de viver. Acho que isto foi a única coisa que não mudou muito na minha vida. Quem me conhece sabe que não me acho, e não faço tipo. Ou talvez faça, de acordo com meu humor. Mas não me acho, não me esforço pra ser assim - há coisas que são, apenas. E não se pode mudar, mesmo que se queira muito. Tentei, juro. Por pensar que parecia me achar, tentei não tomar iniciativa, não dar opinião, não me manifestar, affff!!!! Desapareci. Não dá.
E afinal, beibe, sou leonina. E não à toa, dragão no horóscopo chinês. Fogo e fogo. Luz, sempre.

segunda-feira, setembro 27, 2010

A saga da casa própria - Desabafo.

Em 26 de julho de 2010 retornei à Curitiba, para morar.Vim com o intuito de ficar mais próxima de meus filhos, que estão todos noParaná – uns mais perto, outros nem tanto (nossa! Quantos!?!? Bom...somando-se aí a irmãmaisnovaqueémaisfilhaqueirmã, são quatro. E apenas Maya mora em Curitiba...). Temporariamente estou morando com Maya, até achar meu canto. E decidi que meu canto vai ser meu canto mesmo. Quero comprar algo. Aí surgem as dúvidase as limitações... Sempre que penso em comprar algo pra mim, um espaço meu, penso em algo diferente, com personalidade. Eita pessoa metida, essa, nénaum? E o que é pior: metida e dura. Mas já aprendi com meu pai que “sonhar não custa nada”... de mais a mais, nem sonho sonhos impossíveis. Quero algo com charme, espaço, que eu goste e me sinta à vontade... de preferência um edifício antigo (são de cômodos maiores, pé direito mais alto, condomínio mais baixo e normalmente, edifícios menores, que os torna menos impessoais... tá, eu sei. Tem a estrutura hidráulica e elétrica antiga, normalmente pedindo reformas urgentes). Mas um apartamento grande num edíficio novo num bairro charmoso custa sabe quanto???? Muito! Muito além do que posso pagar, principalmente. Andei olhando anúncios de apartamentos em bairros que gosto, próximos ao centro: Cristo Rei, Juvevê, Ahú, Alto da XV, Cabral – e fui até o Cristo Rei, na Sanito Rocha, olhar um duplex. Lindo! Pequenininho, charmosinho.Pequenininho demais pro meu gosto. E sem garagem. Tá, tudo bem, não tenho carro. Mas e Maria Rita? Onde vou deixá-la? Se for pra morar em bairro,garagem é imprescindível! Sem contar que custava R$140.000. No centro, garagem não é tão necessária, afinal trabalho aqui, posso muito bem ficar sem carro por um tempo... aliás, Maria Rita fica num estacionamento, e o preço por moto é muito menor que o de carro! Fui, com Olga, à Feira de Imóveis que aconteceu no fim de agosto, e tenho que confessar que me senti muuuuuito pobre. Quando dizia ao corretor que procurava um apartamento de dois ou três quartos, no Centro ou próximo,de até uns 150 mil, era olhada como E.T.. Gente, como é que pobre vive neste país??? Cadê o famoso “minha casa, minha vida”? Se você financiar em torno de cem mil reais, sua prestação (com taxas de juros de 8,4% ao anomais TR) sai algo em torno de mil reias. E aí? Mais condomínio,luz, água, pronto! Lá se vão mais uns trezentos reais. Quem ganha um salário mínimo, então, não pode financiar casa própria? Não pode sonhar? Putz. Então, começamos a saga no Centro, e posso dizer, não é algo muito divertido procurar apartamentos – por mais que possa parecer. Comecei olhando, há mais de um mês, apartamentos no centro bem centro mesmo, se é que me entende: dois apês no Tijucas – coração de Curitiba, bem na Boca Maldita, ambos com dois quartos, condomínio baixo e local privilegiado... mas ambos meio esquisitos, escuros, tortos, e apesar do preço excelente (R$132.000 e R$140.000) não me vi morando em nenhum deles.Olhamos também um no Edifício Asa, esquina da Osório, coração de Curitiba também, tudo pertinho de casa, e... o apartamento era lindinho, ótimo, sala enooorme, dois quartos razoáveis, tudo com armários, preço óóóóótimo... o porém? A cozinha fica escondida no armário... não, tudo bem. Ela até que é funcional, posso viver com ela, mas o banheiro, ah... este não dava. Ele todo mal me cabia de pé... não, não. Apesar do preço ótimo, R$138.000. Vi um na Muricy, quase esquina com André de Barros: xonei na hora! Grande,dois quartos grandes, cozinha grande, dependência de empregada, despensa. Enooorme! R$140.000. Mas o lugar... achamos meio “punk”, ficamos na dúvida, não foi então paixão avassaladora. Desisti. Aí olhamos um excelente, no comecinho da Vicente Machado, quase em frente à panificadora 24 horas, tudo ali pertinho da Osório, como podem ver... mas este custava R$150.000 e apesar de ser bom, claro, arejado, era com carpete e o condomínio quase R$400, quem merece? Ia ficar uma cacetada mensal, prestação + condomínio,aí... não deu pra encarar, então, desisti. Cheguei à conclusão de que era melhor me aquietar, pagar aluguel mesmo, e ir levando, mas meu coração continuava inquieto – e desejando meu cantinho. Só que nesta história toda já estava pensando, com mais credibilidade do que gostaria, que não ia,nunca, encontrar um cantinho legal, num preço legal, que eu pudesse pagar. Melhor sossegar o facho mesmo.

quarta-feira, setembro 15, 2010

=(

Febre, dor no corpo (alguém invadiu meu quarto enquanto eu dormia e me bateu sem dó nem piedade), dor de cabeça, tosse seca (tive que correr atrás de um dos pulmões quatro ou cinco vezes hoje). Que o mundo acabe. Em cama quentinha, chazinho e silêncio.

quarta-feira, setembro 08, 2010

(Re) Conhecimento...

Três mulheres no carro, voltando de Piraquara após uma manhã de trabalho voluntário. Duas quase curitibanas, uma goiana com espírito meio baiano. As três trabalham na mesma empresa, mas apenas duas já se conheciam: as quase curitibanas. A outra só entrou na história no início da manhã, movida pelo interesse comum do voluntariado.
"Meu apartamento é pequeno, mas gosto de morar só. Tive experiências de moradias coletivas que não foram muito boas... morei numa casa de estudante, depois numa república e não foi legal..."
"Uma casa de estudante? Qual?"
"A CEUC."
"Sério que você morou na CEUC!!!???!!! Que legal!!! Eu também!"
"Vocês moraram na CEUC? Sério? Eu também!"
"Não acredito!!! Foi uma das melhores épocas da minha vida..."
"...da minha também..."
"...já pra mim não foi tão bom assim... "
Seguiu-se daí uma conversa de conheceu fulana, conheceu beltrana, morou em qual quarto??? Infelizmente épocas diferentes, nenhum conhecido a não ser Irene, quase patrimônio da Casa. Mesmo assim uma sensação boa de "pertencenimento" no peito. De ter encontrado referências comuns.

segunda-feira, julho 26, 2010

De volta pra casa...


Sol. Temperatura amena. Incrível: Curitiba se vestiu de luz pra minha volta.
Foi interessante minha volta à esta cidade fria que amo.
Meu olhar, diferente das vezes em que estive aqui nos últimos anos, não era de saudade - e sim, de reconhecimento . As ruas no caminho do Aeroporto até o Centro, cheias de amores perfeitos multicores, trazem de volta histórias boas, episódios vividos em outras épocas, quase outras vidas - mas tão bons de relembrar!
Sim, estou de volta.
De volta pra casa. Se é que, na verdade, tenho entre tantos lugares que amo um que possa chamar assim.

segunda-feira, julho 19, 2010

...



"Mãe, minha pálpila tá doendo!"
"Sua o quê, filha???"
"Como é mesmo o nome disto aqui?" E aponta para a pálpebra, ciente, pelo tom da voz da mãe, que havia errado algo.
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Putz, que mãe cruel. A menininha mal tinha três anos, e já tinha vergonha de errar uma palavra. Não sei se eu queria uma mãe assim pra mim.
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Por outro lado, a menininha cresceu, virou jornalista e escritora - e é muito boa no que faz.
Acho que eu queria uma filha assim pra mim.
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quinta-feira, julho 15, 2010

Receita de sopa

Você frita o alho, dois ou três dentes, em um pouquinho de óleo. Acrescenta a carne (que pode ser músculo, posta vermelha, acém) em cubos, e deixa fritar bem. Coloca água e deixa cozinhar até a carne ficar bem macia, quase desmanchando (na pressão funciona melhor). Deixa a água secar, e quando a carne começar a fritar novamente, coloca cebola. Raladinha, ou picadinha bem pequeno. Deixa refogar, e coloca tomates. Maduros, sem sementes, raladinhos. Ou bem picadinhos. Refoga mais um pouco. Acrescenta cenoura em cubos pequenos, vagem picadinha, batata em cubos, mandioquinha salsa, sempre mexendo e deixando refogar. Tempera com sal e pimenta do reino, coloca água, bastante, e deixa cozinhar. Sem pressão, que é pra os legumes cozerem aos poucos, ao tempo em que o caldo vai engrossando. Então você coloca cheiro verde, acerta o tempero e tá pronta uma sopa quase creme... pra o frio que vi hoje no JN, acho que este vai ser o cardápio do mês todo em Curitiba.
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Mas o mais gostoso é quando a sopa tá pronta, o cheirinho pela casa toda e os filhos vão chegando, um a um. A gente se senta juntos pra aquecer o corpo com a sopa da mãe e a alma com a presença um do outro.
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Esta receita também é conhecida por "Felicidade".

sábado, julho 03, 2010

Escolhas

A vida é feita de escolhas.
O pior disto não são as escolhas que fazemos, sim as possibilidades que deixamos para trás. Haveremos sempre de nos perguntar: “E se?” “E se eu tivesse optado pela esquerda?” “E se eu tivesse corrido menos ou me apressado mais, ou...” “E se?”
Não sei se acredito em destino, tipo “estava traçado”. Acredito que nossas escolhas orientam nossas vidas, e nos levam aos lugares onde chegamos. Não dá pra dizer “Deus quis assim.”. Então Deus escolheu uma mulher qualquer, fez com que ela nascesse numa família humilde, crescesse analfabeta até os catorze anos e depois, do dia pra noite, se tornasse apta e respeitada a ponto de candidatatar-se à presidência da república? Aí Deus escolheu outro cara que nasceu e cresceu em condições semelhantes pra se tornar um monstro e violentar a própria filha, e depois a filha que teve com ela? Que Deus é este? Acredito que Deus nos deu possibilidades e o livre arbítrio pra escolher.
E nesta semana fiz uma das escolhas mais difíceis da minha vida.
Há pouco mais de dois anos voltei para a Bahia por amor, e por amor agora parto.
...
Deitada na semi-escuridão do quarto, envolta em seu abraço, soluço baixinho.
“Não estou chateado, Nega. Nem magoado. Entendo você, e acho que fez a coisa certa. Você estava infeliz, sentia muita falta deles. E eles precisam de você. Fez o que é certo. Estou apenas triste, e isto não tem como não acontecer.”
Meu pranto se intensifica.
“Não tem que chorar, Nega. Tem que ser forte, ter bastante paciência pra se readaptar, e lembrar sempre que foi o melhor pra você. Você vai ser muito mais feliz, e vai ter inúmeras oportunidades de crescimento.”
Eu não queria esta reação, porque ela faz mais difícil ainda a decisão que tomei. Conscientemente, claro. Sem culpas ou responsabilidades alheias. Mas seria muito mais fácil se você se irasse, se revoltasse, me chamasse de egoísta, dissesse que não pensei em você, em João, no nosso amor. Mas não. Você entende, e me apóia e incentiva. Mesmo sabendo que nossa história pode mudar.
...
Sinto uma tristeza infinita. Apesar da felicidade imensurável.
...

quarta-feira, junho 23, 2010

Brasil 3 x Costa do Marfim 1

Resultado muito melhor do que o anterior, né?
:D

sábado, junho 19, 2010

Conforte-me com maçãs

Capítulo 09, "Chovendo Camarões", Página 211:
"Ela abriu as portas de meu quarto e entrei, caminhando sobre grossos tapetes brancos até um banheiro de mármore branco. O quarto estava cheio de flores. Uma garrafa de champanhe repousava em um balde de gelo, uma cesta transbordava de mangostões e rambotãs. A mulher me conduziu até a porta de vidro do terraço e para fora até o parapeito. Abaixo de nós o sol rebrilhava nas águas do rio, como se a cortina de poluição pairando sobre a cidade tivesse sido aberta. Em Bangcoc, pensei, o sol brilha somente para os ricos."
***
Tudo bem, tudo bem. Isto, por vezes, acontece não só na Tailândia, mas no mundo todo.
Mas o que me chamou a atenção foi a cesta transbordando de mangostões e rambotãs... :D
Durante a breve visita de minha mãe aqui em Valença, Bahia, Brasil, comprei alguns frutos para que ela conhecesse, e fotografei, esperando uma inspiração para escrever sobre eles e seu gosto delicadamente diferente e, agora pela manhã, lendo o livro pelo qual estou encantada, encontro a passagem acima. Quem não conhece os frutos fica pensando em cachos lindos e exóticos transbordando pela cesta... pode até ser. Mas aqui não são vendidos em cachos, apesar de serem bastante bonitos.
***
Mangostão man.gos.tão
sm malaio manggustan 1 Bot Árvore gutífera da Índia e da Malásia (Garcinia mangostana).
2 Fruto desta árvore. 3 Farm Pericarpo deste fruto, usado como adstringente. Var: Mangusta, mangustã, mangosta e mangostã.
(Dicionário Michaelis Online)
Mamãe provando mangostão. Será que ela gostou?
(Tá, Paulinha, eu sei, eu sei. Tomar cuidado com o fundo... mas era a cozinha, e na hora nem me preocupei com tal detalhe...)
***
Originário do arquipélago malaio, o rambutan é muito semelhante à lichia, tanto em beleza quanto em paladar, pois pertencem à mesma família (Sapindacea).
(No Michaelis, não há Rambotão, sim Rambut, que leva à Rambuteira)
Infelizmente não pude registrar mamãe provando o rambotã... a moça do hortifruti foi muito gentil e partiu um na hora, pra ela provar. Eu estava sem a câmera. Mas posso garantir que teria sido uma foto muito melhor do que ela provando mangostão... rssss... impagável. E sim, sei que ela vai ter ganas de me matar quando ver este post, mas... não pude resistir.)

quinta-feira, junho 10, 2010

Reflexos

Odeio essa porcaria deste notebook. Que do nada deletou o texto que eu tinha escrito. Odeio. Prefiro computadores grandes, com monitores grandes, com teclados que não buscam traiçoeiramente atalhos que apagam do nada o texto que você tinha escrito sem rascunho porque a porcaria do blogger salva automaticamente mas ele não tinha salvo aí você perde tudo. Os cinco minutos de inspiração e genialidade que demoraram muitomuitomuito tempo pra aparecer se vão em um segundo de distração. Ah, estava tão legal o texto... saco.